Recebemos a notícia com alguma preocupação, mas calmos. Dia 11 de outubro, véspera de Nossa Senhora Aparecida, fomos para o hospital. Bem cedinho, às 7h25, Inácio veio ao mundo. Com 36 semanas, 43 cm e 2,120 kg ele chegou chorando forte e saudável. Após os testes iniciais, todos muitos bons, ele foi para o CETIN (UTI Neonatal) para observação, enquanto Gisele ficava no pós-operatório.
Por volta da hora do almoço, Gisele foi para o quarto e, por volta das 14h, Inácio veio ficar conosco. Pequenino, bem cabeludinho, ali estava nosso filho amado. Eu era só alegria. Nosso filho tão esperado estava ali conosco.
Contudo, passamos ainda por algumas complicações que deixaram mãe e filho uma semana no hospital. Inácio, devido às suas condições de bebê prematuro, ainda não sabia mamar e precisava de complemento lácteo de três em três horas. A princípio no copinho, depois com a seringa, tínhamos que forçá-lo a tomar pelo menos 20 ml do complemento, mas ele só queria dormir. Assim, sua taxa de glicemia caiu e nos trouxe preocupação. Passou o feriado, o fim de semana e nada de a situação se modificar. Os médicos resolveram então levá-lo para o CETIN para que tomasse soro. No CETIN a glicemia melhorou e, dessa forma, ele ficou mais desperto e começou a mamar. Foi o início da alta. Dois depois, na sexta pela manhã, o pediatra deu alta ao Inácio. Ele já podia ir pra casa.
Já Gisele, durante esses dias, também trouxe preocupação para todos nós. A condição de pressão alta que antecipou o parto se manteve após a cirurgia e, mesmo com medicação pesada, não baixava. Em uma das noites ela chegou a ter dois picos de 18/12, o que me fez ter medo. Naquela noite cheguei a pensar que poderia perdê-la. Até o amanhecer, entre cochilos, rezei pedindo a Deus para que ela não tivesse nada grave e que ficasse conosco, pois tanto eu quanto o Inácio precisamos dela. Graças ao Senhor, aos poucos a situação estabilizou e ela também recebeu alta na sexta-feira.
Durante esses dias, eu me dividi entre o hospital e nosso novo apartamento. Nós tínhamos decidido nos mudar. Entretanto, após uma série de acontecimentos, somente na véspera do nascimento do Inácio pudemos receber as chaves e programar a mudança. Com eles dois internados, eu saía todo dia, deixando minha sogra lá, para cuidar da arrumação e do que era necessário. Enquanto eu abria caixas, limpava e guardava nossas coisas, meu coração estava com eles no hospital.
Passado tudo isso, finalmente nós fomos pra casa. E aí começou nossa aventura como família.
Fiquem com algumas fotos. Depois coloco outras. E pra ver maior, basta clicar na foto. Até mais.

