sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Dias difíceis...

Como prometi antes, um relato dos dias que passamos no hospital. No início do mês de outubro, Gisele começou a apresentar sintomas de pressão alta, precisou de medicação. Porém, depois de alguns dias, o médico achou melhor antecipar o parto para que não houvesse risco nem para a mãe, nem para o bebê.

Recebemos a notícia com alguma preocupação, mas calmos. Dia 11 de outubro, véspera de Nossa Senhora Aparecida, fomos para o hospital. Bem cedinho, às 7h25, Inácio veio ao mundo. Com 36 semanas, 43 cm e 2,120 kg ele chegou chorando forte e saudável. Após os testes iniciais, todos muitos bons, ele foi para o CETIN (UTI Neonatal) para observação, enquanto Gisele ficava no pós-operatório.

Por volta da hora do almoço, Gisele foi para o quarto e, por volta das 14h, Inácio veio ficar conosco. Pequenino, bem cabeludinho, ali estava nosso filho amado. Eu era só alegria. Nosso filho tão esperado estava ali conosco.

Contudo, passamos ainda por algumas complicações que deixaram mãe e filho uma semana no hospital. Inácio, devido às suas condições de bebê prematuro, ainda não sabia mamar e precisava de complemento lácteo de três em três horas. A princípio no copinho, depois com a seringa, tínhamos que forçá-lo a tomar pelo menos 20 ml do complemento, mas ele só queria dormir. Assim, sua taxa de glicemia caiu e nos trouxe preocupação. Passou o feriado, o fim de semana e nada de a situação se modificar. Os médicos resolveram então levá-lo para o CETIN para que tomasse soro. No CETIN a glicemia melhorou e, dessa forma, ele ficou mais desperto e começou a mamar. Foi o início da alta. Dois depois, na sexta pela manhã, o pediatra deu alta ao Inácio. Ele já podia ir pra casa.

Já Gisele, durante esses dias, também trouxe preocupação para todos nós. A condição de pressão alta que antecipou o parto se manteve após a cirurgia e, mesmo com medicação pesada, não baixava. Em uma das noites ela chegou a ter dois picos de 18/12, o que me fez ter medo. Naquela noite cheguei a pensar que poderia perdê-la. Até o amanhecer, entre cochilos, rezei pedindo a Deus para que ela não tivesse nada grave e que ficasse conosco, pois tanto eu quanto o Inácio precisamos dela. Graças ao Senhor, aos poucos a situação estabilizou e ela também recebeu alta na sexta-feira.

Durante esses dias, eu me dividi entre o hospital e nosso novo apartamento. Nós tínhamos decidido nos mudar. Entretanto, após uma série de acontecimentos, somente na véspera do nascimento do Inácio pudemos receber as chaves e programar a mudança. Com eles dois internados, eu saía todo dia, deixando minha sogra lá, para cuidar da arrumação e do que era necessário. Enquanto eu abria caixas, limpava e guardava nossas coisas, meu coração estava com eles no hospital.

Passado tudo isso, finalmente nós fomos pra casa. E aí começou nossa aventura como família.

Fiquem com algumas fotos. Depois coloco outras. E pra ver maior, basta clicar na foto. Até mais.





sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Inácio já está em casa

Finalmente, Inácio e Gisele receberam alta. Depois de uma semana difícil, agora eles estão em casa. Agora vou arrumar tempo pra contar um pouco como foram esses dias que passamos no hospital.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Inácio chegou...

Antes da hora, faltando algumas coisas pra arrumar, mas eis que chega o pequeno Inácio. Nasceu no dia 11, de 36 semanas, às 7.25, pesando 2.120 e medindo 43 cm. Pequeno no tamanho, mas muito ativo e saudável.

Mãe e filho e filho ainda estão no hospital, pois Inácio ainda está aprendendo a mamar e precisa de alguns cuidados. Mas logo vai estar em casa.

Estamos meio correndo ainda com muitas coisas pra arrumar. Porém, em breve, conto os detalhes da chegada deste filho amado. Até depois.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

É preciso aprender muito

Recentemente, eu e a Gisele participamos de algumas palestras a respeito do parto e dos primeiros cuidados com o bebê. E descobri que é preciso aprender muita coisa.

Pena que uma criança não vem com um manual de instruções e certificado ISSO 9000 e alguma coisa. Pelo contrário, cada criança é diferente uma da outra e o que funciona com uma certamente não vai servir na outra. E, quando somos pais de primeira vez, dúvidas e inseguranças surgem juntamente com várias perguntas: E agora? O que fazer? Será que vou conseguir? E se eu fizer algo errado?

São questões que geram angústia e que somente a prática poderá nos responder. Tenho lido muito, pesquisado um pouco mais e reconheço que talvez não esteja totalmente preparado para cuidar de uma criança tão dependente de nós. Às vezes tenho medo de não saber lidar com as situações que virão, outras vezes acho que com paciência e ajuda da família e amigos tudo se resolve. Tem hora que a insegurança se faz presente, tem hora que me sinto confiante e seguro de mim mesmo. Acho graça dessas variações, parece realmente que sou eu quem se encontra “grávido”.

Talvez tudo isso seja natural, pois a paternidade nos modifica já que temos que aprender a deixar o EU de lado e assumir o pequeno ELE como centro de NÓS. Talvez seja a ansiedade, mas quem não fica ansioso com a chegada de quem amamos? Talvez seja melhor escutar a sabedoria de mãe que Gisele já apresenta quando me diz “você aprende, não se preocupe, você aprende”.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Fomos às compras...

Nunca pensei que um bebezinho precisasse de tantas coisas. É claro que sabia que uma criança tem necessidades diferentes das nossas e, então, precisam de coisas próprias. O que não imaginava é que seriam tantas assim e em tão grande quantidade.

Recentemente fomos comprar o enxoval do Inácio e ficamos cerca de dois dias batendo perna de loja em loja, de feira em feira. Antes disso, já tínhamos comprado algumas coisas como o berço, cômoda, carrinho, entre outros. Contudo, dessa vez fomos em busca do grosso do enxoval.

Confesso que cansei e que não foi nada divertido assim. Passar quase três horas dentro da mesma loja não é necessariamente minha idéia de diversão. Gisele também cansou, mas ela se esbaldou com todas aquelas roupinhas e conjuntinhos. Eu, por minha vez, dava umas voltinhas por aí para arejar um pouco. E toda vez que voltava, lá estava ela feliz da vida no meio de cestas e cestas de culotes, mantas, bodys e macacões. E ela olhava pra mim e dizia: “Veja que roupinha mais linda...” e eu sorria de volta. E eu tenho que confessar também, que até que era divertido ver aquelas roupinhas todas e imaginar nosso bebezinho nelas. Vai entender, né?

E as feiras? Numa loja sempre há um lugar pra sentar, mas na feira não. E aquele passinho lento de banca em banca? Não era metade ainda da feira e eu já estava morto. Mas aí eu olhava pra Gisele, com aquele barrigão e toda animada, e tentava encontrar explicações para tanto vigor. São coisas da maternidade, só pode. Coisas que nós pais nunca vamos compreender por inteiro... Tudo o que eu queria era ir embora, contudo ela, que continuava firme e forte, olhava pra mim e com uma voz maternal dizia: “Daqui a pouco nós já vamos, ta bom?” E lá ia eu a acompanhando...

Entretanto, todas essas andanças me levaram a refletir um pouco nos sacrifícios que fazemos pelos filhos ou pela pessoa amada. Por esses sacrifícios e doações somos purificados e nos tornamos pessoas melhores e mais amorosas. Se percebemos bem, são esses pequenos momentos que nos permitem crescer como família e na unidade matrimonial. É importante pensar nessas coisas e não ficar só reclamando de andar e andar por aí.

Terminamos as compras cansados e com fome. Mas até que foi legal. Agora vem lavar, passar e guardar tudo. Mas isso é assunto pra outro dia, não hoje... outro dia.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Abobado

Ontem eu vi o Inácio!

Quando nos tornamos pais nos tornamos bobos. Ontem, ao ver o Inácio pela tela da ecografia, abobado era a melhor palavra para descrever o meu estado. Olhava para aquelas imagens, exercitando minha imaginação, vendo seus bracinhos, suas mãos tão pequenas, o contorno do seu rosto e me sentia o mais bobo dos bobos. Mas um bobo feliz.

Fiquei com ele na minha mente pelo resto do dia. Entre um momento e outro me pegava sonhando com a vida de pai, vida esta que aguardo com ansiedade. Em minhas viagens mentais me via embalando-o para dormir, criando vozes para os seus brinquedos, passeando com ele pelo mundo. Faziam parte também da viagem fraldas, choros, luzes acesas no meio da noite, entre outras diversões nem tão divertidas. Sou bobo, mas sei o que me espera.

Contudo, esses contratempos (se é que são contratempos) não importam. Meu sonho é ter meu filho em meus braços e poder sentir sua mãozinha segurando meu dedo. Nesta viagem pelo sonhar a principal parada é no seu rosto: como será? Será ele branquinho, cabelo escuro, olhos puxados que nem a mãe e um princípio de sorriso maroto nos lábios feito o pai? Será muita viagem minha imaginá-lo japonesinho de olhos verdes? Sei lá... Acho que em minha bobeira de pai todo sonho é bem-vindo e aceitável. Pouco importa se é extremamente improvável que os genes dos olhos verdes tenham maior peso que sua herança nipônica. Não me importo, sou pai e é meu direito sonhar!

Ver o Inácio ontem aumentou ainda mais minha felicidade. E me tornou ainda mais bobo.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Minha vida de Pai...

Ser pai é uma missão que começa muito antes do nosso filho nascer. Pois bem, aqui estou a quase cinco meses do nascimento do nosso pequeno Inácio e já me considero pai. Inclusive com direito a presente no Dia dos Pais. Gisele (a mãe e minha amada)

Quero que este espaço sirva para que a família e amigos possam compartilhar da minha experiência como pai. Por aqui vão passar histórias, acontecimentos, acertos e também erros que quero deixar em aberto para possam comentar, opiniar e colaborar nesta fase que agora entro.

Aos poucos vou incluindo não só fatos novos como também um pouco da caminhada de pai até hoje. Sei que devia ter começado isso no dia em fiquei sabendo da vinda deste amor meu, porém, se me permitem um clichê, antes tarde do que nunca.

Estou ansioso pela vinda do Inácio. Eu e Gisele conversamos, brincamos e falamos com o pequeno a todo instante. Tem dia que me pego olhando para a barriga dela e imaginando o seu rostinho, seus olhos e suas mãozinhas. Quero tê-lo em meus braços, acalentá-lo... contar histórias, fazê-lo dormir, encantar-me com sua delicadeza e, por que não, ternura.

Que venha o Inácio. A cada dia me preparo mais para recebê-lo.