quinta-feira, 19 de julho de 2007

Abobado

Ontem eu vi o Inácio!

Quando nos tornamos pais nos tornamos bobos. Ontem, ao ver o Inácio pela tela da ecografia, abobado era a melhor palavra para descrever o meu estado. Olhava para aquelas imagens, exercitando minha imaginação, vendo seus bracinhos, suas mãos tão pequenas, o contorno do seu rosto e me sentia o mais bobo dos bobos. Mas um bobo feliz.

Fiquei com ele na minha mente pelo resto do dia. Entre um momento e outro me pegava sonhando com a vida de pai, vida esta que aguardo com ansiedade. Em minhas viagens mentais me via embalando-o para dormir, criando vozes para os seus brinquedos, passeando com ele pelo mundo. Faziam parte também da viagem fraldas, choros, luzes acesas no meio da noite, entre outras diversões nem tão divertidas. Sou bobo, mas sei o que me espera.

Contudo, esses contratempos (se é que são contratempos) não importam. Meu sonho é ter meu filho em meus braços e poder sentir sua mãozinha segurando meu dedo. Nesta viagem pelo sonhar a principal parada é no seu rosto: como será? Será ele branquinho, cabelo escuro, olhos puxados que nem a mãe e um princípio de sorriso maroto nos lábios feito o pai? Será muita viagem minha imaginá-lo japonesinho de olhos verdes? Sei lá... Acho que em minha bobeira de pai todo sonho é bem-vindo e aceitável. Pouco importa se é extremamente improvável que os genes dos olhos verdes tenham maior peso que sua herança nipônica. Não me importo, sou pai e é meu direito sonhar!

Ver o Inácio ontem aumentou ainda mais minha felicidade. E me tornou ainda mais bobo.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Minha vida de Pai...

Ser pai é uma missão que começa muito antes do nosso filho nascer. Pois bem, aqui estou a quase cinco meses do nascimento do nosso pequeno Inácio e já me considero pai. Inclusive com direito a presente no Dia dos Pais. Gisele (a mãe e minha amada)

Quero que este espaço sirva para que a família e amigos possam compartilhar da minha experiência como pai. Por aqui vão passar histórias, acontecimentos, acertos e também erros que quero deixar em aberto para possam comentar, opiniar e colaborar nesta fase que agora entro.

Aos poucos vou incluindo não só fatos novos como também um pouco da caminhada de pai até hoje. Sei que devia ter começado isso no dia em fiquei sabendo da vinda deste amor meu, porém, se me permitem um clichê, antes tarde do que nunca.

Estou ansioso pela vinda do Inácio. Eu e Gisele conversamos, brincamos e falamos com o pequeno a todo instante. Tem dia que me pego olhando para a barriga dela e imaginando o seu rostinho, seus olhos e suas mãozinhas. Quero tê-lo em meus braços, acalentá-lo... contar histórias, fazê-lo dormir, encantar-me com sua delicadeza e, por que não, ternura.

Que venha o Inácio. A cada dia me preparo mais para recebê-lo.